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Sugestão de livro: seguir Jesus, o mais fascinante projeto de vida

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Recentemente li o livro “Seguir Jesus: o mais fascinante projeto de vida” (do Caio Fábio pela editora Pró Logos). O livro basicamente trata do significado do seguir Jesus e de ser um verdadeiro discípulo. Desenvolvido em pequenos tópicos que resumem o que aprendemos com Jesus como um verdadeiro discípulo, o pequeno livro vai cativando ao longo da leitura.

Alguns pontos tratados no livro me marcaram bastante, como o significado do “negar-se a si mesmo” e “da cruz”. Dois temas bem importantes e tão delicados que quando mal interpretados pelos crentes, pode trazer consequências nada saudáveis.

Quando o assunto é negar-se, o autor, explica que muitas igrejas evangélicas entendem negar-se como aniquilação do desejo e da vontade e que esse entendimento provem de fundamentos budistas e não cristãos. Os fundadores de tal pensamento no meio cristão seriam os cristãos do extremo oriente, como Watchaman Nee.

Caio Fábio deixa claro que o negar-se tem uma relação com a vontade humana, no entanto, isso não significa diluir toda a vontade.

pela má compreensão dessa realidade há os que pensam que a autonegação acerca da qual Jesus falou é a antítese de tudo quanto possa se constituir em desejo. Neste caso, até a negação de si seria um desejo contra todo desejo natural…” “E com esta ideia vão budificando o Cristianismo, transformando seus seguidores em seres cujo ideal é a impessoalidade, a morte da pessoa, do desejo, da vontade e, por fim, da vida plena. Se tem desejo de ir à praia, se proíbem: afinal, isto é uma vontade. Se sentem vontade de saborear determinada comida, negam-se. Afinal, isto é um desejo. p.31

O autor faz questão de diferenciar o que não é e o que é negar-se:

- “alienação não é autonegação, mas suicídio intelectual, social e humano”. p.32;

- não é automartírio;

- não é autoflagelação física e psicológica,

Resumindo:

quando o cristão pratica o verdadeiro “negar-se a si mesmo” é que o seu eu se purifica. E nesse processo morre não o ego, mas o ego-ismo (Cl 3:5-10) p. 33.

O outro ponto no qual me identifiquei foi a respeito do carregar a cruz. Costumava ouvir muito no meio evangélico expressões que associavam pessoas e más eventos da vida ao carregar da cruz. O que dava a entender que carregar a cruz seria um fardo e um sofrimento. Sobre isso Caio Fábio diz em seu livro:

carregar a cruz não é desventura. Não é azar. Não é ser pé-frio. Não é ter uma sogra insuportável ou um patrão impossível de com ele conviver. Também não é cair de uma ponte, escorregar da escada ou quebrar a cabeça. Não é sofrimento natural. Também não é sofrimento ocasional causado por circunstâncias desagradáveis que provem da incompatibilidade de gênios e temperamentos. Levar a cruz não é ser acometido de enxaqueca ou reumatismo, nem tem relação com artrite. Levar a cruz não é sofrimento físico provocado pelas desordens do corpo humano. p.36

No caso, carregar a cruz, segundo o autor, esta ligado a quatro dimensões:

- “..permanecer na graça salvadora de Deus em perseverança e santidade (Hb 6:4-6)” p. 37.

- necessário paixão existencial, psicológica e emocional.

- rejeição social, familiar e religiosa.

- solidariedade na dor do outro.

Recomendo o livro para todos e principalmente para quem quiser aprofundar os pontos que citei.

p.s.: é possivel comprar o livro pelo site Caio Fabio ou le-lo on-line pelo blog do Caminho.

Um abraço!



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