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A lei e o fanatismo

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O fanático religioso é um fraco, vazio de Deus, sem e covarde. Ao lançar as mãos para o alto e não encontrar onde se segurar, escolheu o porto (in)seguro das receitas de bolo vendidas nas igrejas.

Esqueça os templos.

Esqueça as obras.

Esqueça as reuniões.

Esqueça toda este circo religioso.

Isso nada tem a ver com Jesus, mas foi tudo inventado pelos mercadores de almas para simular uma falsa segurança.

Ora, nada mais óbvio. Quem não gosta de se sentir seguro e protegido? Todos nós gostamos. A grande diferença está nos métodos.

A segurança que Jesus oferece é a apenas aquela oriunda da de que Nele tudo está consumado. E só. Nada mais.

Não temos garantia de saúde.

Não temos garantia de dinheiro.

Não temos garantia de conforto.

Não temos garantia de nada que pertença ao mundo dos homens.

Nem de que não ficaremos loucos não há garantia.

A única certeza é de que a obra consumadora de Jesus na cruz rasgou o escrito da divida que era contra nós.

O poder está no impacto que está certeza tem sobre nosso ser.

O poder está na pacificação que esta certeza produz na nossa alma.

Mas que! Na cabeça dos cristãos este papo de pacificação do ser não significa nada. Ainda vivem pela lei, achando que um bom comportamento - leia-se obedecer as normas internas que o pastor ensinou usando o nome de Jesus - lhes dará bençãos mil.

E assim o tempo vai passando e ao invés de vermos os efeitos da graça de Deus, o que se vê são as doenças provocadas pela lei. Israel não serviu de exemplo. Fazem igualzinho.

O resultado da lei é conhecido: julgamentos, neurose e porque não dizer: fanatismo.

O cidadão entra neste jogo todo crente que chegou no porto seguro.

Pois tem cara de porto seguro.

E realmente parece um porto seguro.

Ainda por cima se prega a todo momento que é um porto seguro.

Mas é a maior roubada!

Quando a pessoa se dá conta da fria que se meteu, tem dois caminhos a seguir:

  1. Arrepende-se;

  1. Passa a idolatrar a lei ainda mais, defendendo-a com unhas e dentes.

Na verdade ele está defendendo a si mesmo. A lei para ele é apenas uma maneira que encontrou de sentir-se mais seguro. E é neste momento que a pessoa se torna um fanático.

Ele para de pensar. Tudo o que faz e prega é apenas para defender as suas certezas débeis. Quando lê a bíblia é apenas para que na conjunção dos versículos ali dispostos, suas teorias se confirmem.

Ò, quantas revelações absurdas brotam destes estudos bíblicos!

Até erros de interpretação são inspirados pelo Espirito Santo!

Sério!

Certa vez um irmão defendeu com unhas e dentes que coser e cozinhar possuem o mesmo sentido. E lá ia ele explicar que Adão coseu as folhas de figueira. Só não sabe se as comeu depois.

É de rir ou não é?

A bíblia virou jogo de quebra-cabeças.

Pega peça daqui, pega peça dali e pimba! mais uma revelação.

Alguns crentes levam dentro das suas bíblias grandes esquemas de estudo bíblico, para caso encontrar algum desprevenido pelo caminho, não se perder na hora da explicação.

Não é por nada que hoje as bíblias são muito mais enciclopédias do que o texto propriamente dito.

Tem bíblia para tudo que é gosto. Desde bíblia da mulher até da prosperidade financeira.

O que é isso senão o mais puro atestado de falta de fé?

Sem a bíblia, morrem os crentes. Eles não sabem o que fazer. Se perdem sem o seu manualzinho.

Como já disse em outras oportunidades, os maiores exemplos de fé do novo testamento vieram daqueles que provavelmente nunca leram uma linha da bíblia: a mulher cananéia e o centurião romano.

O que falta é fé.

Como sempre.

Tudo o que não é por fé, é pecado.



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